A Incrível Eleanor: vale a pena assistir? Tudo sobre o novo filme da HBO Max

Descubra a história de A Incrível Eleanor, conheça elenco, curiosidades, final explicado e veja se o novo filme da HBO Max vale a pena.
Entre os lançamentos mais comentados da HBO Max, A Incrível Eleanor chamou atenção por reunir dois fatores que despertam a curiosidade do público: a estreia de Scarlett Johansson como diretora de um longa-metragem e uma protagonista de 95 anos interpretada pela veterana June Squibb.
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Longe de apostar em grandes reviravoltas ou cenas de ação, o filme segue um caminho intimista, explorando temas como envelhecimento, amizade, luto, culpa e a importância das histórias que carregamos ao longo da vida. A produção estreou em um dos principais festivais de cinema do mundo antes de chegar ao streaming e dividiu opiniões entre críticos e espectadores.
Mas afinal, A Incrível Eleanor vale a pena? Conheça a trama, os bastidores, as principais curiosidades e descubra por que esse drama tem despertado tanto debate.
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Qual é a história de A Incrível Eleanor?
A trama acompanha Eleanor, uma mulher de 94 anos que acaba de perder sua melhor amiga, Bessie. Depois da morte da companheira de décadas, ela deixa a Flórida e retorna para Nova York para morar com a filha.
Embora esteja cercada pela família, Eleanor enfrenta um sentimento constante de solidão. A diferença de gerações, a rotina acelerada da cidade e a dificuldade de encontrar um novo propósito fazem com que ela se sinta deslocada.
Sua vida muda quando ela participa, por engano, de um grupo de apoio emocional.
Durante um dos encontros, Eleanor acaba contando uma história que, na verdade, pertence à falecida Bessie. O relato emociona todos os participantes e desperta o interesse de Nina, uma jovem estudante de jornalismo.
A partir desse momento nasce uma amizade improvável, construída sobre uma mentira que cresce cada vez mais.
Um drama sobre memória, identidade e luto
Embora a mentira seja o principal motor da narrativa, A Incrível Eleanor nunca se transforma em um suspense.
O objetivo do roteiro é discutir como pessoas que convivem por muitos anos acabam compartilhando suas memórias.
Depois de décadas ouvindo as experiências de Bessie, Eleanor passa a carregar essas lembranças como se também fizessem parte de sua própria identidade.
Esse conceito dialoga com estudos da psicologia sobre memória autobiográfica, que mostram como histórias vividas por familiares e pessoas próximas podem influenciar profundamente a construção da identidade individual.
Por isso, o filme utiliza a mentira muito mais como uma consequência do luto do que como um ato de manipulação.
Scarlett Johansson estreia como diretora de longa-metragem
Um dos maiores atrativos do filme é marcar a estreia oficial de Scarlett Johansson na direção de um longa de ficção.
Conhecida mundialmente por sua carreira como atriz, especialmente em grandes produções de Hollywood, Johansson já havia experimentado a direção anteriormente apenas em um curta-metragem.
Agora, ela aposta em uma produção muito mais contida.
Em vez de recorrer a grandes movimentos de câmera ou cenas visualmente exuberantes, a diretora prioriza:
- atuações naturais;
- enquadramentos discretos;
- silêncio como ferramenta dramática;
- desenvolvimento emocional dos personagens.
O resultado é um filme que coloca toda a responsabilidade narrativa nas interpretações.
June Squibb entrega uma atuação marcante
Grande parte da força emocional do filme está na atuação de June Squibb.
Mesmo aos 95 anos, a atriz assume praticamente todas as cenas da produção e conduz a narrativa com enorme sensibilidade.
Eleanor é uma personagem contraditória.
Ao mesmo tempo em que desperta empatia por sua solidão, também provoca desconforto pelas decisões que toma.
Esse equilíbrio impede que a protagonista seja retratada apenas como vítima ou heroína.
Seu comportamento transmite dúvidas, culpa, fragilidade e desejo de pertencimento, características que tornam a personagem bastante humana.
Um elenco experiente reforça a narrativa de A Incrível Eleanor
Além de June Squibb, o longa reúne um elenco bastante sólido.
Entre os principais nomes estão:
Erin Kellyman
Interpreta Nina, estudante de jornalismo que desenvolve uma amizade profunda com Eleanor.
Sua personagem representa uma geração completamente diferente, mas igualmente marcada por perdas.
Chiwetel Ejiofor
O ator aparece em um papel importante para o desenvolvimento emocional da protagonista, oferecendo momentos de acolhimento e reflexão.
Jessica Hecht
Vive Lisa, filha de Eleanor.
A relação entre mãe e filha mostra como o envelhecimento também altera a dinâmica familiar, especialmente quando os papéis de cuidado acabam se invertendo.
O roteiro evita transformar Eleanor em vilã
Escrito por Tory Kamen, o roteiro toma uma decisão interessante.
Mesmo quando Eleanor passa a contar histórias que nunca viveu, a narrativa evita julgá-la.
Sempre que a protagonista relata experiências da amiga falecida, o filme intercala imagens de Bessie vivendo ou narrando aqueles acontecimentos.
Essa escolha lembra constantemente ao espectador que Eleanor não está inventando histórias do zero.
Ela apenas tenta manter viva a memória da pessoa mais importante de sua vida.
A relação com o Holocausto
Outro elemento importante da narrativa envolve o passado de Bessie.
Ela era sobrevivente do Holocausto e carregava lembranças profundamente dolorosas da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Ao longo da convivência entre as duas, Eleanor ouviu essas histórias inúmeras vezes.
Após a morte da amiga, ela passa a reproduzir esses relatos como se também fossem suas.
Embora o filme utilize esse contexto para discutir memória e identidade, alguns críticos consideraram que o tema histórico poderia ter recebido maior aprofundamento.
Festival de Cannes ajudou a impulsionar o filme
Antes de chegar ao streaming, A Incrível Eleanor foi apresentado no Festival de Cannes.
A produção integrou a mostra Un Certain Regard, espaço tradicionalmente reservado para filmes autorais e propostas cinematográficas mais experimentais.
A presença no festival colocou Scarlett Johansson em evidência como diretora e fez com que o longa passasse a ser acompanhado de perto pela imprensa especializada.
A crítica ficou dividida
Desde sua estreia, A Incrível Eleanor provocou opiniões bastante diferentes.
Entre os elogios aparecem principalmente:
- atuação de June Squibb;
- delicadeza do roteiro;
- sensibilidade ao abordar o luto;
- direção discreta de Scarlett Johansson.
Já entre as críticas negativas estão:
- ritmo considerado lento;
- poucos acontecimentos durante a narrativa;
- excesso de cenas contemplativas;
- desenvolvimento previsível da história.
Isso faz com que o longa desperte reações muito diferentes dependendo das expectativas do espectador.
Quem procura um drama intimista tende a aproveitar melhor a experiência.
Já quem espera uma narrativa mais dinâmica pode sentir que o filme demora para evoluir.
Vale a pena assistir A Incrível Eleanor?
A resposta depende muito do tipo de filme que você costuma gostar.
Se você aprecia dramas focados em personagens, relações humanas e conflitos emocionais, A Incrível Eleanor oferece uma experiência sensível e bastante reflexiva.
O filme fala sobre envelhecer, perder pessoas importantes e encontrar novos motivos para continuar vivendo.
Tudo isso sem recorrer a grandes reviravoltas.
Por outro lado, quem prefere histórias aceleradas provavelmente encontrará dificuldades com o ritmo lento da narrativa.
O final deixa uma importante reflexão
Sem revelar detalhes decisivos da conclusão, o desfecho reforça a principal mensagem do filme.
Mais importante do que descobrir a verdade é compreender por que Eleanor precisou criar aquela nova identidade.
Ao longo da história, o espectador percebe que sua mentira nasce da necessidade de preservar alguém que já não está mais presente.
No fim, o longa propõe uma discussão sobre como as pessoas permanecem vivas através das histórias que deixam para trás.
É justamente essa reflexão que transforma A Incrível Eleanor em um drama mais interessado nas emoções humanas do que nos acontecimentos em si.
Curiosidades sobre A Incrível Eleanor
É o primeiro longa dirigido por Scarlett Johansson
Após anos de sucesso como atriz, Scarlett Johansson finalmente estreia na direção de um filme de longa duração.
June Squibb protagoniza um filme aos 95 anos
É raro encontrar produções de Hollywood protagonizadas por atrizes nessa faixa etária, tornando o projeto ainda mais especial.
O roteiro foi escrito por Tory Kamen
Apesar da atenção voltada para Johansson, a história foi criada pela roteirista Tory Kamen.
A estreia aconteceu em Cannes
O filme foi exibido pela primeira vez durante o Festival de Cannes antes de chegar ao catálogo da HBO Max.
O tema central nasceu de estudos sobre memória
Embora a trama seja fictícia, ela dialoga com pesquisas sobre memória compartilhada e construção da identidade, conceitos estudados pela psicologia contemporânea.
Ficha técnica
Título: A Incrível Eleanor
Título original: Eleanor the Great
Direção: Scarlett Johansson
Roteiro: Tory Kamen
Gênero: Drama
Duração: 98 minutos
Streaming: HBO Max
Elenco principal: June Squibb, Erin Kellyman, Chiwetel Ejiofor, Jessica Hecht, Rita Zohar e Will Price.
Concsiderações finais
A Incrível Eleanor não pretende ser um filme de grandes acontecimentos. Sua força está justamente na simplicidade com que aborda temas universais, como amizade, envelhecimento, culpa e memória.
A estreia de Scarlett Johansson na direção demonstra um interesse por histórias humanas e intimistas, enquanto June Squibb entrega uma interpretação sensível que sustenta praticamente toda a narrativa.
Mesmo dividindo opiniões por seu ritmo mais lento, o longa oferece uma reflexão delicada sobre a maneira como as pessoas permanecem vivas por meio das lembranças daqueles que ficaram. Para quem aprecia dramas emocionais e atuações marcantes, é uma produção que merece atenção no catálogo da HBO Max.
Imagem: Reprodução HBO Max




