
Entenda o final do episódio 4 da 3ª temporada de A Casa do Dragão, quem é Daeron e o verdadeiro plano de Ormund Hightower.
O quarto episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão, intitulado Tumbleton, entrega uma das maiores revelações da série até agora. Depois de semanas de especulações, a produção finalmente confirma a identidade de Daeron Targaryen e mostra que a Guerra Civil conhecida como Dança dos Dragões pode ser muito mais complexa do que parecia.
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
O episódio não aposta em grandes batalhas entre dragões ou confrontos épicos. Em vez disso, utiliza diálogos, manipulação política e um desfecho impactante para revelar um plano cuidadosamente construído por Ormund Hightower, personagem que até então parecia apenas mais um comandante do lado dos Verdes.
Além de apresentar Daeron oficialmente, o capítulo estabelece novas alianças, cria conflitos internos entre personagens importantes e deixa várias pistas para os próximos episódios da temporada.
Leia mais:
Sessão da Tarde hoje 13 de julho: veja qual filme a TV Globo exibe nesta segunda
A maior revelação do episódio confirma que o jovem escudeiro ruivo que acompanha Ormund Hightower desde o início da temporada é, na verdade, Daeron Targaryen, o filho mais novo de Alicent Hightower.
Durante toda a temporada, ele permaneceu praticamente despercebido pelo público. Enquanto outros personagens disputavam poder em Porto Real e Dragonstone, Daeron crescia longe da corte, sendo preparado para um destino completamente diferente daquele imaginado por sua própria família.
A confirmação acontece de maneira discreta, mas decisiva. O jovem surge montando Tessarion, seu dragão, eliminando qualquer dúvida sobre sua verdadeira identidade.
Ao longo do episódio, fica claro que esse afastamento nunca foi um acaso.
Ormund Hightower revela que Daeron foi educado distante da influência dos irmãos, da mãe e da política da capital justamente para se tornar alguém diferente dos demais integrantes da Casa Targaryen.
Segundo sua visão, os dragões representam uma corrupção do reino, enquanto a Fé dos Sete deveria voltar a exercer protagonismo sobre Westeros.
Seu objetivo nunca foi apenas recolocar Aegon II no Trono de Ferro.
Na prática, Ormund deseja criar um novo governante: alguém que possua o sangue necessário para ser aceito como Targaryen, mas que tenha sido moldado pelos valores da Casa Hightower.
Essa revelação altera completamente a percepção do personagem, transformando-o em um estrategista que trabalha com objetivos próprios, muito além da disputa entre Verdes e Negros.
Até este momento da temporada, muitos personagens acreditavam que Ormund apenas defendia os interesses dos Verdes.
Entretanto, o episódio demonstra que ele possui um projeto muito mais ambicioso.
Segundo o próprio Ormund, Daeron representa a oportunidade de reconstruir Westeros.
Na sua visão, o reino precisa abandonar a influência absoluta dos dragões e retornar aos princípios religiosos defendidos pela Fé dos Sete.
Para isso, Daeron foi criado praticamente como um Hightower, apesar do sangue Targaryen.
Essa preparação explica sua postura disciplinada, sua obediência e sua personalidade completamente diferente da de Aegon, Aemond e Helaena.
Nada do que acontece em Tumbleton parece improvisado.
Ormund demonstra conhecer perfeitamente cada etapa de seu projeto político.
Ele acumulou tropas, fortaleceu alianças religiosas, reuniu um enorme exército e esperou o momento certo para revelar Daeron ao restante de Westeros.
A sensação é de que o personagem estava preparando essa estratégia muito antes do início da guerra.
A sequência final é uma das mais perturbadoras do episódio.
Depois de passar praticamente toda a história ensinando valores de justiça ao jovem, Ormund leva Daeron até o septo da cidade e ordena que ele execute um homem indefeso.
Inicialmente, o rapaz demonstra resistência.
Mesmo assim, acaba obedecendo.
Essa decisão possui um enorme significado simbólico.
A morte não representa apenas a execução de um prisioneiro.
Ela funciona como um ritual de passagem.
Ao obrigar Daeron a derramar sangue inocente, Ormund rompe qualquer possibilidade de retorno à inocência.
O jovem deixa de ser apenas um escudeiro treinado para se tornar alguém comprometido com o projeto político do mentor.
É um momento que estabelece um vínculo de cumplicidade entre os dois personagens.
Quando Ormund afirma:
“E agora começamos.”
Ele não está falando apenas da guerra.
Na verdade, a frase marca o início oficial de seu plano para transformar Daeron no novo governante de Westeros.
O episódio também amplia significativamente o conflito principal da série.
Até então, parecia existir apenas a disputa entre Rhaenyra Targaryen e Aegon II.
Agora surge uma terceira força.
Ormund passa a comandar:
Isso cria uma nova dinâmica política.
Em vez de apenas apoiar os Verdes, os Hightower passam a atuar conforme seus próprios interesses.
A posição de Rhaenyra também se torna mais delicada após os acontecimentos de Tumbleton.
Embora possua dragões, ela não pode simplesmente destruir a cidade para eliminar Ormund.
Tumbleton abriga pessoas que juraram lealdade à rainha.
Um ataque indiscriminado poderia gerar enorme desgaste político e fortalecer exatamente o discurso utilizado pelos Hightower.
Essa limitação torna o conflito ainda mais complexo.
A força militar deixa de ser suficiente.
Agora, decisões estratégicas e alianças políticas passam a ser igualmente importantes.
Outro momento importante do episódio envolve Helaena.
Uma rápida cena sugere que ela está grávida de Aegon II.
Embora a série trate essa informação com discrição, suas consequências podem ser enormes.
Caso o bebê nasça, surgirá mais um herdeiro legítimo da Casa Targaryen.
Em meio à guerra, isso pode alterar completamente as disputas pela sucessão.
Também aumenta os riscos para Helaena, já que um novo herdeiro naturalmente se torna alvo dos adversários políticos.
Enquanto isso, Daemon enfrenta um conflito completamente diferente.
Ao encontrar Rhaena escondida próxima de um dragão selvagem, ele opta por proteger a jovem.
Em vez de revelar a verdade para Rhaenyra, constrói uma versão diferente dos acontecimentos.
Essa escolha representa uma quebra de confiança importante.
Mesmo tentando proteger a família, Daemon passa a esconder informações da própria rainha, criando um possível foco de tensão para os próximos capítulos.
Outro ponto deixado em aberto envolve o dragão Sunfyre.
Durante o episódio, Larys Strong afirma que o animal morreu.
No entanto, nenhuma confirmação visual é apresentada.
Em produções ambientadas em Westeros, a ausência de um corpo costuma significar que a história ainda não terminou.
Por isso, muitos espectadores acreditam que Sunfyre ainda poderá retornar nos próximos episódios.
A série também chama atenção para o sumiço de Aemond.
Segundo Alys Rivers, ele teria partido em direção a Porto Real.
Entretanto, o tempo transcorrido indica que deveria ter chegado muito antes ao destino.
Essa ausência levanta diversas teorias.
O paradeiro de Aemond e de Vhagar pode se tornar um dos principais mistérios da reta final da temporada.
Outro personagem que passa a ocupar posição estratégica é Hugh Hammer.
Sua presença em Tumbleton parece inicialmente relacionada apenas às necessidades militares de Rhaenyra.
Porém, o episódio deixa claro que sua principal motivação é proteger sua esposa, que permanece na cidade.
Essa ligação emocional pode influenciar decisões futuras e transformar Hugh em uma peça fundamental durante os próximos confrontos.
O episódio 4 funciona como um divisor de águas para a terceira temporada.
Diversos elementos foram posicionados para os capítulos seguintes:
Agora que sua identidade foi revelada, o jovem deve assumir participação muito maior na disputa pelo poder.
Sua relação com Ormund promete ser um dos principais conflitos da temporada.
Todos os acontecimentos apontam para um confronto envolvendo Tumbleton.
A cidade reúne interesses militares, políticos e familiares de praticamente todos os lados da guerra.
Além disso, sua localização estratégica dificulta qualquer ataque direto de Rhaenyra, aumentando ainda mais a tensão.
Com Daemon escondendo informações, Helaena possivelmente grávida, Aemond desaparecido e Ormund revelando sua verdadeira ambição, o cenário político de Westeros torna-se muito mais imprevisível.
As próximas decisões dos personagens poderão alterar completamente o equilíbrio de forças da Dança dos Dragões.
O quarto episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão entrega muito mais do que a revelação de Daeron Targaryen. O capítulo redefine o papel de Ormund Hightower, amplia o conflito político da série e introduz uma nova ameaça que pode alterar o destino de Westeros.
Ao apostar em manipulação, religião e estratégias de longo prazo, a produção mostra que a guerra não será decidida apenas pelo número de dragões em cada lado. A partir de agora, alianças, traições e decisões pessoais terão peso tão importante quanto qualquer batalha aérea.
Com vários mistérios ainda em aberto e novos jogadores entrando definitivamente no tabuleiro, a reta final da temporada promete elevar ainda mais a tensão da disputa pelo Trono de Ferro.
Imagem: Reprodução ScreenRant




